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fakeplastictrees (inconformismo adolescente semanal)


Quem ver bem vai reparar que o Fake Plastic Trees fez dois anos. Há dois anos atrás, eu era um nada. Porque o FPT é isso, Luiz Freitas e mais nada.
Há dois anos atrás, meu sonho com música se resumia a "compor" num tecladinho de brinquedo do meu irmão, que ele ganhou de aniversário. Eu era um menino que não saia nunca de casa, um zero a esquerda desrespeitado. Ok, não deixei de ser um zero a esquerda, mas hoje eu sei lutar pelo que eu quero, enfim, sei fazer o que gosto, e o que gosto é andar sem rumo quando der na telha.
Bem, vou falar um pouco sobre como me sinto hoje. Ultimamente eu estou completamente louco, quem me conhece sabe que certos contratempos em relacionamentos aí me fizeram pirar de vez. Atualmente ando fazendo uns turnos meio esquisitos, tipo ir dormir as 4 e acordar as 5. Do nada resolvo vaguear, geralmente em outra cidade, e vou. Estou completamente destruído, acabado fisica e psicologicamente, mas sei lá, me sinto feliz.
Andava pela rua voltando do emprego para ver Brasil e Japão. Óbvio que a rua era aquela selvageria. "Porra, eu deveria estar correndo" pensei. Ultimamente não tive tempo pra copa do mundo. Tenho coisa mais importante que ela. "Mas filho, nada é mais importante que a copa do mundo. Pare o que estiver fazendo, esqueça essa vagabunda, pare de ouvir Slowdive por 5 minutos que seja E VÁ VER A COPA DO MUNDO CARALHO!!!!" (meu subconsciente é mandão). E então, fui ver... Croácia e Austrália.
As pessoas estão em festa. A cidade se esvazia e fica aquele lindo dia vazio em que o vento bate livre no seu peito, se bem que a gente aqui de Indaiatuba tem um certo trauma de vento. Mas eu me sinto só e gostava. Gostava de me sentir só e livre. E culpado por ser meio egoísta, porque há gente precisando de mim, mas eu não consigo mais dar conta. Meu pai precisa de mim, meu irmão precisa de mim. Mas não dá mais. Posso estar a beira da esquizofrenia, mas nunca estive tão incapacitado de cuidar dos outros. Precisava mesmo é ser cuidado. Mas eu estou feliz. Eu me sinto feliz, c om as lágrimas nos olhos, porque sei que assim como o oposto do amor não é o ódio, o oposto da felicidade não é a tristeza. O oposto da felicidade é a frieza, o calculismo.
A todos, Fernando Ramires, Antonio Jin, Giovanna, Isa, Leonardo, Flávia e quem mais entra nessa porra meu muito obrigado. A vocês de São Paulo, capital, espero ano que vem morar aí e encher o saco de vocês todo dia. E Leonardo, devido a certos contratempos vai demorar um pouco mais pra eu ir aí em Curitiba.
bye

Escrito por Luiz às 00:21
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