Quando tiver uma foto eu ponho, eu juro.
Estou muito egoista com esse blog. Vivo num país sob um golpe branco, num mundo prestes a acabar por causa do efeito estufa, e só falo da minha depressão adolescente, mas estou certo, porque se eu e minha depressão adolescente não estivéssemos aqui. Pareço o trouxa do Diogo Mainardi quando nasceu o filhinho dele e ele parou de escarrar contra a esquerda pra fazer poesia, que pena que não durou muito, vai ver por causa da carta desejando a morte do filho dele que a Veja recebeu. É normal ter impulsos suicidas quando acaba o 3º colegial? Bem, de certa forma ali morre uma pessoa e nasce um robozinho. O problema não é o terceiro colegial. É o SENAI. A gloriosa turma que como ultima atitude subiu no palquinho da Glicério pra cantar Então é Natal com o único objetivo de ganhar uma grana pra tomar umas cocas, e como ganhou mais grana do que o necessário doou tudo pros mendigos da 13 de Maio. Coisa de cinema. Aquele tipo de coisa que falei que só existe no futebol. O que doi é saber que nunca mais vou subir no palco da Francisco Glicério e cantar Então é Natal. Doi. Pessoalmente, pra sempre vou lembrar de subir a Tuiuti 6 e 20 da manhã cantando Vanishing Point ou Stella Was a Diver and She was Always Down. Da época que acordava 4 e 30 da manhã só pra chegar lá e fazer companhia pra Vanessa que ficava lá sozinha morrendo de anemia. De tudo que eu fiz, que fez dois anos parecerem uma vida toda. Dos amigos eu não vou falar. Eu não vou me deixar sentir falta deles. Eu vou agir. Com eles eu pude ver que o mundo tem salvação. Que existem 32 garotos legais prontos pra mudar o mundo. Eu vou mesmo sentir falta de Campinas, aprendi a gostar daquela cidade como se fosse minha. Em breve vou fazer um puta poema pra ela. Talvez 2006 não seja tão ruim assim,apesar que tudo parecia depender da banda e agora não. My life ain´t no Holiday.
Escrito por Luiz às 00:54
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Finalmente alguma coisa nova aqui
Sempre fui um nerd excluído dos nerds, e menos excluído das pessoas, por ser um fanático por futebol. O jogo do Grêmio, um episódio fantástico, explica tudo. O futebol permite que encontremos exemplos de surpresa, superação, justiça, que não encontramos na vida de verdade, onde tudo é previsível e o mais forte sempre vence. No futebol não. Antes que existam os Luis Sveiters, contratos milionários e MSI´s, são antes de tudo 11 contra 11. As aventuras gloriosas, onde o bem vence no final e o inesperado acontece, só lá existem. No gramado, todos são importantes. Na vida, são 6 bilhões de coadjuvantes. Na vida, todos querem comer um ao outro vivos. No futebol, são os 11 unidos por um ideal, uma causa: vencer. No futebol, camaronês, alemão, búlgaro, coreano, todos são medidos pela bola que jogam. E um Eto´o, um Kanu, um Robinho, são exemplos para milhões de crianças pobres que alguém pode vencer com talento e perseverança, apesar da vida insistir em tentar lhes convencer do contrário. No futebol, os Estados Unidos são terceiro mundo. O primeiro mundo é Brasil e Argentina. Imagine como o mundo seria melhor se a guera fria tivesse sido entre Brasil e Argentina. Só no futebol, Senegal pode por 90 minutos de vingar das décadas de opressão francesa, como fez na copa de 2002. Ok, isso é fantasia, mas sem fantasia, simplesmente nada existe ou tem graça. Sim, futebol é inútil. Futebol é tão inútil quanto arte. Ou um quadro de Picasso, já levou alguém pra frente na vida, a não ser o próprio Picasso? Essa é a típica visão de gente que acha que tudo na vida tem que dar lucro. É essa mesma gente que estragou o futebol com os milhões de dólares transformando-o em negócio. Pode ser futebol, pode ser música, pode ser ajudar ao próximo, tudo tem que gerar lucro. Analisando os argumentos dessas pessoas (os clássicos "Ah, eles ficam ganhando milhões e você aí idiota chorando, etc"), tudo pra elas seria inútil. A não ser comer e dormir e procriar. Ou comer, dormir, trabalhar pra ficar rico e passar a perna nos outros. Na verdade os intelectuais esnobes que vivem falando mau do futebol como se o problema do Brasil fosse esse (aliás, graças ao futebol o Brasil é bom em alguma coisa, senão não era bom em nada) não se permitem gostar de uma coisa de pobre, uma coisa simples que qualquer pessoa possa entender. Pensando bem, qualquer pessoa mesmo? Esses mesmos caras não sabem nem a regra do impedimento. Imagine se eles entenderiam o 4-3-1-2, ou porque a defesa em linha não combate jogadas em velocidade. Isso porque até um pedreiro entende isso. E os intelectuais são eles...tsc,tsc, meu Brasil é foda.
Escrito por Luiz às 14:54
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