Reflexão induzida por um colapso subconsciente (a.k.a Divagação Besta)
Algum dia vou entender o poder que certas coisas tem sobre mim. Eu deveria estar sorrindo porque está um dia lindo lá fora (tá um frio do cacete! sim, esse é o meu lindo). Mas as coisas continuam dando errado. As expectativas são piores do que os fatos em si. Amanhã eu tenho um jogo. É como se a Islandia fosse jogar uma vaga na copa do mundo contra a Itália em Roma. E quer que o jogo venha logo pra perder e desencanar. Mas a derrota doi como sempre. Nâo por acaso eu crio caso com coisas que não deveria estar criando ou eu não sei porque não criei antes. Porque justo agora? Porque o jogo me fez sentir desprotegido e sensível e eu preciso de alguém parecido? Talvez. Eu acho que desenvolvi o dom de prever as coisas. E isso dói. E eu não sei mais o que sou. Nâo sei mais o que quero, só sei que não vou conseguir. Inexplicavelmente, tudo dá errado, e antes quando eu acreditava em Deus eu tinha alguém pra pôr a culpa, mas agora não, e o pior é que faço tudo que mandam certinho. E não dá. E faço tudo que não mandam. E não dá. E parece que o simples fato de eu estar em alguma coisa é o suficiente pra ela naufragar, então chego a torcer contra as pessoas que gosto só pra ver se dá certo. E meu sonho parece ir, e voltar, e ir, quando eu vejo que continuou sempre no mesmo lugar: Muito longe. Eu descobri que amo uma causa. E nunca vou chegar perto dela. E que eu quero demais da vida. Que por mais pessimista que eu seja nunca vou chegar perto da realidade. E que não posso reclamar de nada por que pior que me sinta sou um privilegiado porque as pessoas estão ainda piores. Eu só queria poder fazer pra alguém o que o Arcade Fire fez pra mim aquele dia: mudar a vida de alguém. Pra melhor. Fazer dias melhores pros outros, fazendo o que eu mais gosto. Tudo ao mesmo tempo. Mas o meu lugar não é esse. Meu lugar é junto com as 6 bilhões de pessoas. Eu podia realmente ir lá e escrever alguma coisa legal, mas ninguém vai nunca ler mesmo. Bye
(Cocteau Twins - Iceblue lick Pia Fraus - the end of time and space like we used to know it is after you have finished your tea approximately at 5:07pm Chapterhouse - Breather) Escutem essas três. Não se arrependerão
Escrito por Luiz às 15:00
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Ó, távendo? Quando faço um post pra encher linguiça todo mundo comenta! rsrsrs
Dia 8 de novembro, hoje passei pela 13 de maio e já vi os carinhas vendendo pisca-pisca do Paraguai e as Lojas Americanas com o slogan: "O maior natal do Brasil". A cada ano o natal e o horário de verão chegam mais cedo. Uma pessoa que sair por aí falando que é a reencarnação do Hitler ou entrar com a bandeira do Guarani na torcida da Ponte sofreria menos recriminação do que se falar uma verdade: "O natal é uma puta hipocrisia". Eu tô escrevendo isso com a consequencia pesada, medo de ir pro inferno, ser expulso de casa. Minha treta com o pessoal aqui de casa começou na 6ª série, quando fiz um acróstico com a palavra Natal falando mais ou menos isso que falo aqui e a diretora mostrou o negócio (detalhe, o pessoal da sala riu a beça com ele) pra minha mãe, inventou que eu saía falando que não gostava dela e minha mãe não olha direito na minha cara até hoje por causa desse caô daquele vagabunda parente do nosso ex-prefeito ladrão. Mas pô, alguém ainda acredita naquele papo de nascimento de Jesus, fraternidade,etc? Alguém toparia ficar um natal sem presente? Até japonês (agora que os chineses tem grana eles também vão) comemora natal. E pô, todas pesquisas arqueológicas apontam que Jesus nasceu em OUTUBRO. O Natal começa mais cedo hoje pra dar tempo de vender mais, elementar meu caro. Se você não compra, você não vale nada, nem pro governo, nem pra Deus, nem pra ninguém. Diante do esgotamento do capitalismo (é uma teoria minha que ainda vou pôr aqui e vai dar mestrado, consiste no fato que em breve todo mundo já vai ter comprado tudo que quer e não vão ter mais o que inventar) eles tentam a todo custo te empurrar mais porcaria, inventaram o Dia das Mães, dos Pais, daqui a pouco vão forçar você a dar um presente pro seu proctologista no Dia do Proctologista. Se antes o Natal servia para as pessoas reavaliarem suas vidas e como tratam as pessoas (não dá pra fazer isso todo dia), hoje não serve mais. Eu vejo pelo meu irmão. Ele tem quatro anos, decora nomes de marcas que é uma peste, é fascinado por propagandas, quer comprar tudo, e depois dizem que esse troço de mensagem subliminar é conspiração. E é um ótimo garoto. As pessoas não pensam muito além do dinheiro, quando explico pras pessoas que compro Cd´s ainda porque acho que a banda merece um pagamento por aquilo, nem que vá gastá-lo em maconha, e que não tem a mesma graça um cd gravado, todo mundo me olha com cara de louco. Quando paro e vejo que essa porra não tem salvação fico feliz de ver que logo o mundo vai acabar e não vou mais precisar me preocupar com isso (outro post futuro). As vezes olho pra minha sala do SENAI, para as crianças e penso que ainda dá. O mundo tenta a todo custo fazer a gente desistir, porque os patrões, as garotas, os pais, não gostam de gente inteligente. E eles resistem. As pessoas prestam. Por incrível que pareça. E nossos pais também prestam, eles só estão magoados porque o mundo acabou com eles e com a gente. Dinheiro ainda não é tudo. Tente conversar com uma pessoa sem objetivo de tirar nenhum proveito dela, e você vai ver que todos tem aspirações, sonhos, caráter, e o capitalismo tenta sufocar mas de lá de dentro não tira. E talvez deveríamos escolher uma data pra organizar uma ação coordenada. E o Natal seria uma boa, já que é feriado e tá todo mundo em casa. Sim meu filho, pessoas são boas. Elas só precisam ser convencidas que as pessoas ainda gostam de gente que presta. Tá na nossa mão. Não votem no Serra em 2006. Anulem, mas por favor, Serra não. (Um outro post futuro vai ser uma análise de como uma eleição do Serra pode contribuir até para o aquecimento global, consequentemente o fim do mundo. Sim, é sério.) PS: Se informem, tem MUITA coisa podre rolando nesse país além do mensalão.
Escrito por Luiz às 03:05
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Alma matter in my body and soul
Antes que acabe, 2005 foi legal. Mas dessa vez sim, 2006 vai ser um ano de merda. Porque em 2005, eu desaprendi a amar, e aprendi a viver esperando pelo próximo show. Depois do TIM, a impressão que tive é que simplesmente tinha morrido. Não consigo falar em outra coisa e Rebellion não saiu da minha cabeça até agora. As drogas funcionam de uma forma parecida, seu cérebro se acostuma com um nível alto de "felicidade" e quando ele cai, é o fim do mundo. However, vou pro terceiro assunto diferente em nem 10 linhas. No TIM eu fui com a turma indie de Indaiatuba, uma meia dúzia ae. Um bando de tresloucados, inconsequentes, idiotas, que eu queria ser igual. Estavamos numa rodinha lá pras 18H40, um pouco antes dum zé ruela ficar estiradão no chão chamando a atenção de todo mundo. Não sei porque raios o assunto caiu nisso. Os caras (não vou citar nomes, vai que o pai de alguém lê isso aqui) viraram pra mim e disseram:"Você é perfeito. Queria ser igual a você." Sei lá porque diabos eles disseram isso. O que eles disseram é:"Você é inteligente, você é hetero (sou quase um Morrissey no quesito contato com o sexo oposto), não usa nada, não bebe, portanto você não deve ser um problemático pros seus pais que nem a gente." Porra meu, se eles vissem como são as coisas aqui em casa, a merda que isso aqui é, as pessoas são frias um com os outros como banda prestes a se separar. Por ser o que sou, eu sempre fui um bosta. Bosta mesmo. Defina um bosta. Bosta é aquela pessoa cuja palavra simplesmente não é ouvida. Aquele cara ignorado sacou? Eu percebo muitas vezes que as pessoas ignoram o que eu falo, eu sou a única pessoa que ninguém vai atras, eu sempre tenho que ir atrás dos outros, se eu nunca ir atrás de ninguém, simplesmente morro sozinho. Eu tenho motivos pra alimentar essa paranóia. Se eu não visitar o blog dos outros primeiro, simplesmente ninguém comenta aqui. Se eu não falar com os outros ninguém falaria comigo, etc. E porra, como alguém pode pelo menos se espelhar numa pessoa dessas. Eu realmente idolatro gente como o Thom, o Moz, o Billy Corgan. Eles são um exemplo pra mim como pessoa. Que eu posso ser o merda que eu sou e um dia chegar a ser como eles, porta vozes duma juventude que é constantemente humilhada (tava tentado explicar isso pro meu pai mas ele não tava a fim de ouvir também). Só que não dá. Parece que minha banda (minha "banda" são 3 caras, então, não considerem isso muito)com exceção do tecladista (que tá ignorando mais do que de costume também) deu pra me ignorar também. Porque todos tem coisas mais importantes na vida. Pode parecer um discursozinho de emo, mas quem me conhece realmente sabe que a verdade é perto disso, isso quando não ignora eu junto. Eu um dia achei que eu ser um merda ia ser o preço a pagar pra ser igual eles um dia, mas hoje vejo que eu sou um merda porque vou ser sempre um merda e acabou Eu ia dizer isso a eles, que queria ser igual a eles pelo menos pra parar de ser invisível e inútil. Mas acho que eles estavam ocupados demais pra ouvir. Como todos.
Escrito por Luiz às 17:50
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