Saudade, Depressão, Amor Platônico e Britpop
Eu já começo a ter medo dos dias felizes da minha vida. No show do Placebo eu fiquei eufórico, logo depois dá uma crise desgraçada, como se tivesse usado cocaína. A minha sala do SENAI me faz muito feliz, eles são todos, sem exceção, engraçados, gentis e animados. Quinta dia 21 eu revi eles, já no primeiro dia unindo três salas pra fazer arruaça. Só que toda alegria nessa vida só serve pra intensificar a tristeza que vem depois. Eu fui pro Iguatemi onde ALGUÉM falou que ia estar. Particularmente, eu não sei o que há no Iguatemi que me derruba completamente. O tempo demora horrores a passar e me sinto o ser mais estranho da terra. Mesmo fisicamente, começo a sentir a pernas fracas e as mãos começam a falhar. Acho que é o ambiente ultra limpo, a claridade, o clipe de Fake Plastic Trees poderia muito bem ser gravado lá. De qualquer modo eu estive em frente a a maior dúvida da minha vida: Oasis ou Coldplay? X & Y ou Don´t Believe the Truth? Acredite, aquilo não era simplesmente uma escolha de um cd, era uma escolha de um estilo de vida. Todos aqui tem meu msn e já devem ter ouvido falar da Vanessa. Após conversar com um amigo que nunca deu bola pra essa história (Bernardo), ele me encorajou a seguir em frente até as últimas consequências. Ele disse que se tivesse um amor desses tão grande lutaria até a morte e disse pra eu fazer isso. Eu não tenho mais esperanças, porque sou um bosta esquisito e ela é um anjo, e já perdi um ano e meio da minha vida com isso, mas amor não morre, continua doendo, e entre sofrer sem lutar e sofrer lutando eu escolho a última. O que menos pesava na minha escolha era a qualidade dos discos. Os dois eram realmente fodas. O que importava é o que que eu ia querer ouvir daqui pra frente. Não saberia descrever com palavras um comportamento Colplay X um comportamento Oasis. Tente ao menos imaginar a diferença entre um Chris Martin e um Noel Gallagher. A maneira que ia levar a vida daqui pra frente e o que aconteceria comigo, tudo passava na minha cabeça enquanto escolhia entre os dois discos e o disco que ia escolher era um mero reflexo da conclusão que cheguei. Eu analisei, e tinha me decidido pelo Coldplay, porque eu continuava o mesmo. Achava que é o tipo de coisa que eu ia querer ouvir nos próximos meses, assim meu dinheiro seria melhor gasto Depois eu dei uma volta esperando ALGUÉM aparecer. Como não apareceu, voltei e pûs a mão no X & Y e ia levá-lo quando resolvi ouvir de novo. Detalhe: Nessa hora apareceu um azarão na briga, o Stereolab(algum Indie não-poser conhece?). Só não levei porque achei um estelionato um disco com 8 músicas sendo que a última é igual a 6ª só que ao vivo (pra quem não conhece eles recomendo We´re not adult orientated) Eu comecei a passar mal ouvindo aquilo de novo. É o efeito Iguatemi. Sério, não é porque o disco é ruim, mas cada nota naquela merda me lembrava dela. Me levava a reflexão e qualquer coisa que me leve a reflexão me entristece. Rápido como um trovão peguei o Oasis correndo deixando o X and Y como Clark Kent deixaria uma pedra de criptonita e saí a toda do Shopping antes que me arrependesse. Só que fiz a escolha errada. Eu ainda era Coldplay. Eu queria deixar de ser romântico, carinhoso, bonzinho, misericordioso, porque isso não leva a nada na vida. Queria ser arrogante, pretensioso, insensível, Liam Gallagher, porque isso é o que dá frutos. Mas jamais conseguiria por qualquer jeito que tentasse. Essa foi a lição que a Saraiva me deu naquele dia. Meu destino é realmente sofrer até os 26 anos, quando alguma Gwyneth Paltrow vai chover na minha horta, mas foda-se, eu amava ela, não trocaria ela por qualquer outra vagabunda nessa vida, eu queria ela e alguém que não fosse ela ,pra mim, não importa quem seja, é tudo igual. Em tempo: O disco é muito bom, o Oasis inovou, finalmente a banda tem um baterista de verdade e Mucky Fingers é a melhor. Pra calar a boca desses críticos de merda que falavam que o Oasis já era.
Escrito por Luiz às 16:09
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Live 8: O maior show de marketing simultaneamente em 8 países já visto
Tudo bem, a MTV passou música a tarde inteira pela primeira vez na história, mas simplesmente me dava raiva ver o famigerado live 8.
Realmente, contratar bandas multimilionárias pra fazer mega shows de graça presenteando as populações dos 8 países mais ricos do mundo, justamente os responsáveis por essa merda toda, é a melhor maneira de "fazer da pobreza história"
Isso foi um show é de marketing, demagogia, pra vender cotas da patrocínio e promover as bandas das mega gravadoras. Estou ficando com ódio desses politicamente corretos, principalmente do coldpay e do Chris Martin, sempre fazendo de tudo pra aparecer como bonzinho em tudo que é filantrópico. Primeiro: Quem quer fazer caridade faz e cala a boca. Segundo: Nunca vi nada feito pelo Chris. Terceiro: Pagar pau pro bono vox (o rei da demagogia barata, vive falando de salvar o mundo mas não planta nem uma árvore, enche o rabo de grana e posa de bonzinho) é sinônimo de "síndrome de Robert".
Live 8, Band Aid, Usa for Africa, tudo isso não adiantou porra nenhuma, porque simplesmente os países africanos são corruptos e vão torrar a grana doada em cachaça, porque nada vai comover os líderes mundias se não matar menos de 5000 ou não aumentar o preço do petróleo em 10%. Por que não fazer o Live 8 na porta da reunião no mesmo horário desta ou nos países assolados pela fome? Porque eles não estão ligando pra isso. O real motivo não é esse.
Mas pelo menos o Stereophonics arrasou com Dakota, adorei ver o Travis e até o Green Day tocando Queen foi legal.
PS: O Coldplay e U2 fazem um som legal, o que critico aqui são suas atitudes marqueteiras visando passar uma imagem falsa de politicamente correto, como se não ser politicamente correto fosse defeito.
Escrito por Luiz às 01:55
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