She says brief things her love is a pony, my love is subliminal (Leif Erikson - Interpol)
Esta é uma foto do paraíso, mais conhecido como Islândia, e aqui vou escrever a primeira coisa que passar na minha cabeça.
É legal quando seus problemas se resumem a um só. Só que tem uma contra indicação, se essa coisa der errado, fodeu. Quando tudo na sua vida converge a um ponto, e nada mais, e justo essa coisa é a única coisa que não depende de você na vida.
Ter que fazer alguém gostar de você é terrível. Ninguém pode controlar a cabeça de ninguém. Estou ficando paranóico, eu tenho problemas sérios pra dormir, já ando fazendo algumas coisas non-sense tipo ir pra cidade vizinha a pé, e eu tenho que disfarçar tudo isso e fingir que tá tudo legal pois assim que você quer que goste de você não se assusta com você.
O pior de tudo mesmo é que você começa a tratar mal as pessoas que já gostam de você a sua volta. É pior porque ninguém é obrigado a lidar com isso. Você também perde o gosto em tudo na vida. Eu, outrora o terror do rodízio, lenda viva nos restaurantes que servem feijoada, aquele que só os amigos ricos chamavam pra almoçar em casa, não consegue mais comer. Não consigo mais ver os jogos do campeonato de futebol da Bélgica que gostava tanto. De quem é a culpa disso? De ninguém, de mim mesmo.
Mas, sim, outra coisa terrível é saber que estou tão mal por nada. Esses dias eu encontrei um amigo que tinha perdido o pai. Por detrás das lágrimas, ele ainda esboçava um sorriso. Eu abracei ele e disse:"Seja forte". Era o mesmo cara que me sacaneou quase até o suicídio da 5ªa 7ª série, mas eu hoje gosto muito dele. Talvez por causa dele eu seja esse maníaco depressivo de hoje. Mas aí eu penso, se meu pai morresse, eu ficaria como?
Provavelmente inalterado, porque a única coisa que me importa na vida não tem nada a ver com ele.
Escrito por Luiz e Gabriel às 15:10
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JJ72
Minha vida tem sido uma choradeira bruta magnificente por motivos que me envergonham, por isso não vou falar disso aqui apesar da história valer um romance, quando terminar essa fase talvez eu faça um.
Então vou dedicar um post inteiro a falar duma tal banda irlandesa chamada JJ72, que apareceu num momento complicado da minha vida e cujas músicas raivosas tocam o fundo da minha alma.
A banda lançou seu primeiro disco em 2000, chamado JJ72. A faixa de maior repercussão foi Oxygen, que é fantástica. Mas Algeria(o que este país da áfrica tem a ver com essa música?) e Long Way South são lindas também. Aliás, o clipe de Oxygen passou uma vez esse ano no Lado B(foi lá que conheci a banda), e quem viu pode ver não só a qualidade musical da banda como os atributos físicos generosos da baixista Sarah.
O segundo disco, I to Sky, chegou ao #3 nas paradas inglesas! Outro disco do qual vocês pouco ouviram falar, eu nem consegui ouvir nada desse disco ainda.
A banda lembra o Muse, mas faz uma música menos cínica e asfixiante e mais chutada, desesperada. Há momentos de calma, como Improv, mas os gritos raivosos de Mark no refrão imperam.
Um terceiro disco é prometido para esse ano. Mas infelizmente, o JJ72 é um nome condenado a ficar pra sempre na segunda divisão do britpop. Ou seria felizmente? Assim, me garantiria que jamais veria a banda cujas músicas tocam meu coração cair no gosto de gente que só gosta por ir no embalo dos outros.(Assim foi com o Coldplay, eu já chorei muito ouvindo Shiver, mas aí o Coldplay virou tema de novela e hoje é entoado pelas patricinhas fúteis quando tem algum momento de profunda tristeza, como quando o papai não as deixa ir no shopping)
O site oficial é www.jj72.com, mas lá não há muita coisa. Mas é interessante ver os comentários, tem até gente de Nicarágua, tem o meu..., o site também conta com um fórum, e só.
Até o próximo texto, se eu não me suicidar(ameaço toda vez, mas agora tá foda).
Escrito por Luiz e Gabriel às 15:58
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