O que é isto?
I want to live in a world where I belong - UOL Blog
fakeplastictrees (inconformismo adolescente semanal)


Devido a uma série de fatores, venho anunciar que o Fake Plastic Trees não será mais publicado.
Tudo continua aqui: http://osinodamanha.blogspot.com e num futuro próximo explico num post nele os motivos.

Cya.

Luiz


Escrito por Luiz às 00:18
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Bem, após 2 anos e meio de heróica resistencia, chuvas, rasgos, remendos, e não sendo lavada mais que 5 vezes nesse tempo todo, minha mochila finalmente peidou na mozenga. Depois de tudo isso, sucumbiu a um mero guarda chuva e rasgou o fundo. Triste.
Nesses dois anos e meio, minha vida inteira mudou, a única coisa em comum esse tempo todo foi a mochila. Tenho ligações sentimentais com mochilas, a antecessora dela durou 3 anos. Ela então testemunhou tudo que aconteceu de importante na minha vida, tudo mesmo, até porque chegava a por ela vazia nas costas, só pra constar, me sentia pelado sem ela manja? Mas pelo menos seu último dia de vida útil foi o melhor.
Como todo pessimista, sabia que não encontraria o Caio e o Nardi, mas algo me obrigava a ir embora de casa naquela quinta feira de feriado. Parti, todo alegre, com o discman, uma Tostines sabor brigadeiro, os documentos e umas coisas que esqueci de tirar dela antes de sair de casa, além do guarda chuva, que desde que comprei, só choveu uma vez: no dia que esqueci essa merda em casa.
Obviamente, filho da puta nenhum apareceu na Tietê-Portuguesa e fui embora de cabeça baixa, vendo que a única coisa que podia dar certo no meu fim de semana foi pro escambau.

Restou então voltar pelo Trenzão de Jundiaí, o glorioso e temido percurso Luz-Jundiaí, pintado em marrom nos mapinhas do metrô, parando em Francisco Morato.
Não preciso falar do meu tesão por São Paulo. Porque lá ninguém fica olhando pra ninguém, porque lá tem gente de todo tipo, porque, etc,etc. Mas todo caipira indaiatubaiano, geralmente um paulistano mané que por algum motivo se magoou com São Paulo e veio aqui transformar Indaiatuba no lixo que é hoje, adora pôr medo em quem vai pra São Paulo. Da linha A da CPTM então, nem se fala. Sempre ouvi que a pessoa que voltasse de lá viva, ou com o tenis e o celular seria um ser abençoado e privilegiado.
Obviamente, o trem só continha gente de bem, ao contrário do "manos" sujos que povoam Indaiatuba. Deu pra ir ouvindo o discman o caminho inteiro, e magicamente o trem partiu assim que começou a tocar Machine Gun,
Dai em diante, me senti numa novela de colônia italiana do Benedito Ruy Barbosa, cruzando as estações mais anacrônicas e mal conservadas, além dos matagais mais densos, tudo isso na conservada e moderna rede ferroviária brasileira. Quanto as favelas, não vi muita diferença entre Perus e a Morada do Sol não. Pensei "Se soubesse que era assim, viria antes". E após duas horas de Slowdive e Smashing Pumpkins, cheguei a Jundiaí.
Aí a realidade me cobrou de volta. Reencontrei meus conterrâneos no ônibus pra Indaiatuba, aquela caipirada suja, farofeira e barulhenta. Teve dois que tiveram a moral de sacar uma MARMITA! ali mesmo, o que, unido ao cheiro do biscoito de polvilho, de salgadinho de cebola, de caipira suado, num ônibus sacolejando, passando pelas fazendinhas mais decadentes e isoladas, e por Itupeva, a 2ª pior cidade que vi na vida (a primeira foi Capivari), me mostraram o verdadeiro umbral. Quando lembrei que nessa hora o Caio e o Nardi estavam todos felizes dando rolê na Rua Augusta, então, quis puxar a saída de emergência e me jogar no Rio Quilombo.
Enfim, de volta pra casa, não vou jogar minha mochila embora: vou dar ela um final de vida digno. Vou fazer algo que não fiz esse ano ainda: vou lavar ela, e deixar ela repousando, pra sempre, num canto do armário.

Frase da semana:
"Mas Luiz, eu quero que você volte seguro pra casa, eu quero ver você de novo" (caralho, que há de errado em perambular da 1 às 5 da manhã num bairro onde nunca estive na vida?)
"Então não vote no Serra, que em estado governado pelo PSDB, isso não existe."

Escrito por Luiz às 16:41
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There´s a little child, running around this house, and he´ll never leaves

Meu irmão, bem, está internado.
Bom, era a última coisa que faltava dar errado na minha vida. Por mais que fale, amo aquele bostinha.
Meu irmão, antes de mais nada, é um bebê de 5 anos, irritante, que cresceu vendo discovery kids. Mas é uma graça de criança, se comporta como um modelinho. Talvez isso me irrite: por saber que ele é muito gracioso, bonito, e burro, e por isso vai ser horrores mais inteligente que eu.
Coisinhas pequenas dele jamais esquecerei. Como o dia em que chorava e ele me abraçou e disse: "Queria ser baterista igual meu irmãozão, mas é difícil demais ser meu irmãozão". Ou filhadaputagens como quando chorava e ele perguntou porque. Disse pra não contar pra minha mãe que estava chorando. Ele desceu e disse "Mãe, o Claudinho mandou eu não falar que ele tá chorando".
Então eu fiz a prova máxima de amor por ele: eu dei o Ursão na mão dele e disse "O Claudinho vai na escola, mas o Ursão vai cuidar de você."
Ursão é meu urso favorito, que ganhei no natal de 96. Acho que só há umas 12 ou 13 pessoas nessa vida que amo mais que ele. Ele é marrom claro, usa uma gravatinha borboleta, tem um pé enorme, nasceu em Hong Kong e tem a voz igual do Fofão.
Sabe, ele deve se perguntar porque o irmão dele só chora, porque nunca fica em casa, porque não fala com ninguém e porque não gosta dele. Eu não sei. Queria algum dia poder explicar pra ele. Eu não sei o que ele acha de mim, minha vó diz que ele me adora, mas ele não tem porque. Eu não tenho nada de bom. Eu sou o único lixo que com 17 anos e meio nunca ninguém amou ( ou quis pegar, sei lá), que nunca conseguiu nada e conseguiu ser o pior em todo canto que passou. Mas queria demais poder ter ensinado bateria pra ele, ensinar ele a gostar das bandas que gosto, ensinar a ser palmeirense, mas perdi, porque não podia ficar em casa porque aí seria humilhado, e não vi meu maninho crescer.
Guilherme, eu te amo demais. Espero um dia, mesmo se eu ir parar lá na Escócia, poder te abraçar e explicar porque eu fui o irmão mais ausente do mundo. Se eu acreditasse em deus, tudo que eu ia pedir pra ele é pra não deixar nada acontecer com meu bebê.

Escrito por Luiz às 23:39
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Son of Yellow I saw you drown



Slowdive.

Se houvesse uma maneira de se fazer uma pesquisa confiável sobre a banda mais deprimente da história, acho que com certeza ela seria o Slowdive. É realmente derrubante, desanimador, mas sabe-se lá porque, o Slowdive tomou o papel do Joy Division, de única coisa que consigo escutar na mais extrema fossa.
Sabe, ultimamente ando preferindo bandas medí­ocres,talvez por me sentir mais perto delas. Sei que o Slowdive passou por muito mais dificuldades que o Radiohead, por exemplo. O baterista largou a banda por causa da faculdade, ué, mas normalmente não é o contrário? Isso pra você ver o quanto de dinheiro que eles deviam estar ganhando não?
Basicamente o Slowdive é meio desconsiderado, só porque suas músicas são todas a mesma coisa. Porque são todas coisas simples formadas por no máximo 3 riffs. Porque eles não tocavam porra nenhuma e disfarçavam isso com 200 mil efeitos.
Mas assim como o JJ72, pra mim isso nada importa. Nada representa melhor a solidão que aquele eco absurdo do Slowdive. Nada enche melhor o vazio que aquilo. Todo aquele desânimo, lerdeza, por incrível que paera, me anima, me faz ver graça num dia que é uma merda, numa vida que é uma merda. E quando você olha pra frente e vê que tudo vai terminar com vocé sozinho, parece que aquilo é a trilha perfeita pra uma vida que ninguém vai assistir. Preenche o vazio, é como uma corrente de ar num vale deserto.
Poderia falar só de Machine Gun aqui. Machine Gun faz milagres. Eu paro de me sentir um lixo quando finjo que toco aqueles tres acordezinhos abarrotados de delay e pitch. Faz sorrir. Bem, eu tô meio que escrevendo por compulsão, tá uma bosta esse post. Mas se foda, ninguém lê essa merda de blog mesmo.E é um alí­vio, sei lá, dizer o quanto amo o Slowdive, como eles são a única coisa que eu escuto hoje, e que um dia vou ter um projeto paralelo igualzinho, descaradamente chupado do Slowdive. E que queria dizer isso pra eles.
Peralá! Mas posso! No site do Mojave 3, atual banda deles, tem uma seção pra deixar uma mensagem pra banda. Eles não vão ler, sei. Não sei porque escrevo as coisas, com uma letra toda bonitinha, alternando o lapis prata, o grafite e o roxo, pras pessoas NãO lerem. Mas quem sabe?
Aí vai a foto do Rachel Goswell. Puta voz, e além de tudo, bonita pra caramba. Mais pela postura, pelo jeito, que pelo fí­sico em si, que também não era lá medí­ocre, mas enfim, pena que ela está velhinha, porque realmente, tudo que queria na vida era uma Rachel.

Escrito por Luiz às 03:13
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Quando disponíveis porei as fotos também

Domingo passado ou retrasado acordei após quase dormir na rua graças a um tecladista vacilão, olhei pro relógio, e vi 11 e 30. Aí caiu a ficha.
"Puta que pariu, vou tocar hoje."
Com aquele jeitinho emo que eu tenho, pulei da cama sorridente, já com a roupa com a qual ia tocar. Todo sujo, desgrenhado, com roupas velhas e esquisitinho, a 1h15 de casa. Sim, me sentia em turnê. Até agora a ficha não havia caído tão bem assim. Como sempre, eu me sentia culpado de não estar em casa nunca e ser um filho ausente que não vê a família há duas semanas. Sem falar que é sempre desagradável ficar na casa dos outros, aquele sentimento de estranho no ninho.
Lá pras 3 da tarde, quando eu e o Caio conseguimos efetivamente acordar, fomos na casa do tal tecladista, aí caiu a ficha.
Estavamos sentados nos amplificadores, com dezenas de cabos no chão, afinando os instrumentos, com, digamos, uma groupie assistindo. E ainda tinhamos uns 15 ingressos pra vender, do contrário ganharíamos o que a Luzia ganhou atrás da horta. Ao passo que eu e o vocal saímos para dar um fim neles antes que fosse tarde demais.
Um segundo de história antes: Foram 2 anos pra achar todo mundo, só conseguir completar a banda em fevereiro desse ano, pra daí ensaiar displicentemente até do nada alguém aparecer e dizer: toca aqui daqui uma semana. Eu nem estava preocupado. Sabia que dali não se podia esperar grande coisa. Iamos tocar só para colegas, alguns deles que nem gostam desse tipo de coisa. É só musica nossa, ninguém conhece, então não tem como errar. Eu achava que esse ia ser o maior momento da minha vida, mas não estava ligando tanto assim. Eu estava mais preocupado com as roupas que estava vestindo que com se eu ia errar ou não.
Quem estava eram os tais colegas. Uma amiga "quase-irmã" minha que teve a moral de vir de lá de Campinas até aqui pra ver uma porcaria igual a gente, nossas duas primeiras groupies, Forno e Alícia, todos eles fingindo estar super empolgados com a bagaça. Na verdade estavam, mas como sempre, mais pela amizade que pela música.
Faltando uma hora, estavamos arrumando as coisas no palco, com o Adore do SP tocando de fundo. Escolheram a música certa pelo menos. Aí a ficha caiu, na verdade umas duas horas antes comecei a correr dum lado pro outro como se tivesse injetado estimulante pra cavalo, gritava ao invés de falar, fazia gestos espansivos. Comecei a sentir uma energia estranha. Era isso que eu sentia nas músicas que gostava. Aquele pulsar, aquela raiva, condensada nos movimentos que golpeiam os instrumentos. Era tudo, era tudo que deu errado até hoje, ali, nas mãos, prontas para socar os pratos até eles gritarem. Pouco me importava com o que quem estava vendo pensava então. Ali era eu, era um momento só meu. Eu não via nada, nem ninguém. Na verdade via. Uma só. Later we talk ´bout it.
Quando o Moisés, bêbado e devidamente atrasado subiu no palco enfim, ví que isso ia ser um espetáculo de primeira grandeza. Ele tocava Roland, SLow Hands ou qualquer coisa do Interpol antes de TODAS as músicas, até perceber que a banda não iria junto.
Comecei os primeiros toques da Intro, e dali pra frente não via mais nada, nem ninguém. Não lembro de nada, um espírito tomou conta ali. Eu não queria saber de nada, não me importava com errar, e o que foi mais fantástico foi isso.
Foi honestamente um show no qual eu gostaria de estar na platéia. Porque de nada lembro. Quando lembro desses 45, 50 minutos, só me recordo da minha cabeça baixa olhando pra chapa de raio X que cobre minha caixa. Vez ou outra levantava a cabeça e estava ela ali olhando quase que só pra minha cara, quase que gargalhando, as vezes fazendo gestos pra eu sorrir de vez em quando. O tamanho diminuto do lugar contribuiu para uma intimidade excessiva ali. Literalmente conversar com o público, e no meio disso, quando achava que tudo acabou e agora vou pegar meus instrumentos e ir embora para casa, o fela da pota do Moisés toca 1979 SEM SABER TOCAR.
As horas depois foram quase duma glória, uma glória momentânea. Achava que talvez nunca fosse descer dum palco e ganhar um abraço da garota que amava. Isso não levou nem um mês. Foi efêmero, mas foi. Os cumprimentos de todas pessoas, algumas quase ajoelhando nos meus pés. Nada importava. Ninguém ia mudar minha opinião se foi bom ou ruim. O que importava é o que eu fiz. Sei que isso não vai ser suficiente pra eu ser feliz, mas essa oportunidade fantástica de botar pra fora o que sinto que só a música me dá vai me manter vivo por muito tempo.

" Infinity of space, it destroys this special place
Of momentary bliss, it's the thorn in a kiss"
Serpent Sky, JJ72

ao som de: JJ72- Serpent Sky, Placebo - Allergic, e Keane - Isn´t Any Wonder

Escrito por Luiz às 11:24
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Formulae of Everyday

Pois é , o JJ72 acabou.
Era uma das minhas bandas favoritas. Era uma banda de merda, diga-se de passagem. Instrumentistas fracos, nada de novo, mas eu amava. Sentia uma emoção abusrda naquilo. Me identificava. Com as letras, tipo o que eu fazia, a voz infantil do Mark, e acabou tão melancolicamente, com a banda e a gravadora sumindo do mapa, engavetando um terceiro disco tão bom ser ter dinheiro pra lançá-lo. Mark deve estar triste, e queria poder ajudar meu ídolo como em tantas vezes ele me ajudou.
Enquanto o JJ72 morre, minha banda nasce. O primeiro show. Surgiu do nada. Pegou a gente de calça curta. É daqui uma semana. Meu, vai ser uma bosta. Mas e daí? Que primeiro show não é uma bosta?
O mais impressionante não foi isso. Foi a reação de todos os colegas que passaram muito tempo ouvindo eu, ou meus colegas, falarem da banda. Se comportam como verdadeiros fãs. Mostram empolgação. Batem foto, perguntam como vai ser pra ir, como vai ser. Numa cidade em que ninguém gosta de indie, quanto mais de postpunk/dreampop. E agora, me sinto, se não celebridade, gente. Durante anos, me confortava de tudo que dava errado dizendo pra mim mesmo que ia compensar tudo isso com meu sonho. E hoje vejo que meu sonho é concreto. Existe. As pessoas podem gostar dessa merda. Eu não sei se vão gostar, mas podem.
Sabe, por um lado é um peso muito grande nas costas. Tá todo mundo achando que a gente é uma puta banda quando somos 5 fraudes que nada tocam. Por outro lado, é legal ser gente, legal deixar de ser nada pra ser o baterista da Gray Strawberries.
Uma menina daqui fez um negócio muito interessante. Eu chorei quando vi. No Orkut, tá minha foto criança. Achei ela e fiquei dias admirando, como eu era lindo. Gracioso. Era um menino gênio. Eu olhei e disse: "quero ser isso de novo". Mas não dava. Hoje sou um adolescente chutado de canto pra canto, tendo que virar adulto.
Ela pegou essa foto e fez uma artezinha (http://www.orkut.com/AlbumZoom.aspx?uid=4519832795945274280&pid=1) . Botou na minha camisa dois moranguinhos cinza (sacou, o nome da banda?). Isso foi um sinal de como ela acreditava nisso. E eu me vi lá, lindo, inteligente, e com dois moranguinhos no peito. E parecia que aquele menino lindo ainda existia. Sei, é besta e emo. Mas depois de anos o que acredito ser apenas um devaneio que tinha antes de dormir, hoje é uma visão longe, distante, mas tá ali, no horizonte.
E em cada banda que gosto, penso neles moleques, fracassados, e penso no que seriam deles se tivessem desistido. E eu não sei onde acabar. Mas acho que tudo vai acabar na Europa, no segundo disco, como o JJ72, mas com um menino na Eslováquia ou Honduras fazendo um texto sobre como o Luiz Freitas fez ele seguir em frente.
Alguém tem o e-mail do Mark Greaney? Quero muito levar um papo com ele.

Escrito por Luiz às 03:11
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Quem ver bem vai reparar que o Fake Plastic Trees fez dois anos. Há dois anos atrás, eu era um nada. Porque o FPT é isso, Luiz Freitas e mais nada.
Há dois anos atrás, meu sonho com música se resumia a "compor" num tecladinho de brinquedo do meu irmão, que ele ganhou de aniversário. Eu era um menino que não saia nunca de casa, um zero a esquerda desrespeitado. Ok, não deixei de ser um zero a esquerda, mas hoje eu sei lutar pelo que eu quero, enfim, sei fazer o que gosto, e o que gosto é andar sem rumo quando der na telha.
Bem, vou falar um pouco sobre como me sinto hoje. Ultimamente eu estou completamente louco, quem me conhece sabe que certos contratempos em relacionamentos aí me fizeram pirar de vez. Atualmente ando fazendo uns turnos meio esquisitos, tipo ir dormir as 4 e acordar as 5. Do nada resolvo vaguear, geralmente em outra cidade, e vou. Estou completamente destruído, acabado fisica e psicologicamente, mas sei lá, me sinto feliz.
Andava pela rua voltando do emprego para ver Brasil e Japão. Óbvio que a rua era aquela selvageria. "Porra, eu deveria estar correndo" pensei. Ultimamente não tive tempo pra copa do mundo. Tenho coisa mais importante que ela. "Mas filho, nada é mais importante que a copa do mundo. Pare o que estiver fazendo, esqueça essa vagabunda, pare de ouvir Slowdive por 5 minutos que seja E VÁ VER A COPA DO MUNDO CARALHO!!!!" (meu subconsciente é mandão). E então, fui ver... Croácia e Austrália.
As pessoas estão em festa. A cidade se esvazia e fica aquele lindo dia vazio em que o vento bate livre no seu peito, se bem que a gente aqui de Indaiatuba tem um certo trauma de vento. Mas eu me sinto só e gostava. Gostava de me sentir só e livre. E culpado por ser meio egoísta, porque há gente precisando de mim, mas eu não consigo mais dar conta. Meu pai precisa de mim, meu irmão precisa de mim. Mas não dá mais. Posso estar a beira da esquizofrenia, mas nunca estive tão incapacitado de cuidar dos outros. Precisava mesmo é ser cuidado. Mas eu estou feliz. Eu me sinto feliz, c om as lágrimas nos olhos, porque sei que assim como o oposto do amor não é o ódio, o oposto da felicidade não é a tristeza. O oposto da felicidade é a frieza, o calculismo.
A todos, Fernando Ramires, Antonio Jin, Giovanna, Isa, Leonardo, Flávia e quem mais entra nessa porra meu muito obrigado. A vocês de São Paulo, capital, espero ano que vem morar aí e encher o saco de vocês todo dia. E Leonardo, devido a certos contratempos vai demorar um pouco mais pra eu ir aí em Curitiba.
bye

Escrito por Luiz às 00:21
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Pi pa papa paro po, pa pa para po

A moda é um ciclo de cerca de 20 anos. Ou seja, o que é moda hoje, é mais ou menos o que era há 20 anos atrás, com umas mudanças e tal. Basicamente, isso é uma coisa irracional, de coração mesmo. 20 anos é o tempo que leva para você crescer e ter saudade do que você viu quando era criança. A moda é feita por jovens, perto dos seus 20 anos. Portanto, eles vão querer evocar seu passado, uma nostalgia simples ué.
Pois bem, eu nasci em 89, cresci sob os anos 90. Quando você vê aqueles programas tipo história do rock, eles sempre dão os anos 90 como uma época morta, uma época onde já se inventou tudo que tinha que inventar no rock. Historicamente, o muro de berlim caiu, a história acabou, pronto, não tem mais o que mudar no mundo. Talvez por não ter tido tempo ainda de se ter saudade deles.
Pois bem, acontece que sou meio precoce. Há tempos venho me interessando por coisas da época em que era burro o suficiente pra ser feliz, e o Palmeiras ganhava campeonato. Claro que foi marcante o Britpop, e o Grunge. Mas assim como essa era tem o Hip Hop vendido, os anos 90 tiveram seu lado trash: a Dance Music ultra comercial. Que mesmo assim tinha sua graça. Gala, Vengaboys, todos eles inesquecíveis. Quem cresceu ouvindo essa bosta, vai se lembrar com algum carinho disso. Afinal não era de todo ruim, era basicamente criar um riff marcante, muito bom, e tacar uma batida dançante em cima.
Como o Pi pa pa para po, do grande Scatman John. Ou o tan, tantan tan tantan da Gala, ou o grande Vengaboys, um dos poucos grupos a estourar com mais de uma música. O One Hit Wonder era algo em voga nos anos 90, quando se comprava CD e neguinho tinha que pagar 20 reais (só vinte, não era quarenta como hoje) para ouvir uma música e jogar o resto fora. Mesmo no rock. O rock americano post grunge era só isso. Alguns nomes eram bandas muito boas, que foram largadas no esquecimento e não são adotadas pela galera underground indieota de hoje porque tocaram na rádio, como o Semisonic, o Fastball, pra citar os dois melhores. A resposta ao grunge (resposta dada antes da pergunta, aliás) veio tão seca e crua como ele, cheia de barulho e romantismo: era o Shoegaze/Dreampop britânico, que não teve o mesmo sucesso mas teve a mesma influencia na história do rock
Na Inglaterra, os filhos do Smiths com o Stone Roses cresciam, frutificavam. Um lado trazia o bom dos Beatles, da psicodelia, e da guitarra de volta ao rock and roll. Nascia o Britpop. Nascia uma geração inglesa de franjinha loira que via o país renascer depois de Margaret Thatcher, e os times ingleses voltarem a ganharem alguma coisa.
Tudo tinha mais alma. Não era algo descartável, uma sequencia de zero-um num cartão de memória. Era Foto, num papel, num album, era música num CD, com encarte, que, relembrando, custava só 20 reais. Só não tenho saudade do Fernando Henrique, isso sim, era uma bosta.
Eis que olhe só: já falei que o maior nome que parou pelo caminho, o Smashing ia voltar. Essa semana caiu na minha mão o disco do The Tears, que podia continuar se chamando Suede.
É simplesmente fantástico, e é a mesma coisa. Sem "evoluções". Sem modernismos que só eram modernos na década de 80. Sem copiar o Franz Ferdinand. Lindo demais. Todos, escutem Lovers. Chorei a beça com isso hoje. E parou na minha mão também o novo do Snow Patrol. Aquilo mostra sim: o britpop está vivo, vivo e se mexendo.
Hoje parece que como nos anos 80 posso voltar a ser feliz. Posso renascer. A dark age da década de 80 está passando. No mundo e na minha vida.
Mas por favor, não fiquem com tanta saudade dos anos 90 a ponto de votar no PSDB de novo, tenha dó




Escrito por Luiz às 12:43
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Shakedown in 2007

Em 2007, o Smashing Pumpkins, ou melhor, o Billy Corgan, cumpre as promessas feitas nos encartes de discos e em sutis versos aparentemente sem sentido no meio das letras: um dos maiores ícones do rock dos anos 90 vai voltar.
E daí? Poderia ser mais uma das centenas de bandas que, aproveitando um momento melhor onde seu tipo de música volta a moda, se relança para fazer uma graninha.
Poderia, mas estamos falando de Billy Corgan. Ao contrário de muitos rockstars, Billy não foi estuprado pelo padrasto, não passou fome ou se prostituiu para injetar heroína. Willian Corgan era um moleque que como eu e você teve uma vida de merda, um moleque insignificante se sentindo o peixe fora d´agua no seu colégio cheio de gente cretina.
Que gostava demais de música, que só conseguria viver daquilo. E foi a luta por isso até conseguir. Quando você pesquisa sobre a história do lider dos Pumpkins, você vê que cada decisão na carreira dele foi tomada pelo coração, não levando em conta o sucesso ou a grana. Acabar abruptamente com o Zwan? Bem, porque seu coração ainda está no Smashing. Raspar a cabeça? Ora, porque pentear o cabelo é um saco. Dar um disco inteiro de graça deixando a gravadora puta da vida? Morar na casinha que é seu sonho de infância? Mandar flores para a menina que morreu no seu show? Isso é Billy Corgan.
Poeticamente falando, hoje em dia ele é insuperável. 10 entre 10 pessoas vão dizer que 1979 tem cheiro de juventude. Bolas, juventude não tem cheiro, e música muito menos. O único cheio que juventude pode lembrar é daquele seu colega de classe que soltava certos gases na aula. Mas ele faz seu coração doer até o fundo com saudade dos bons tempos de jovem, mesmo quando você ainda é jovem. Como não se faz mais, letra para você parar e pensar no que ele está dizendo porque ele realmente quer dizer alguma coisa.
Tudo isso faz crer que o que está por vir é mais um disco feito pela alma, pelo coração. E com uma empolgação semi infantil, ele paga um anúncio no jornal da sua cidade que ele nunca quis deixar, avisando que quer sua banda de volta. Tudo isso no mundo da música de hoje, onde tudo é dinheiro, onde gente que se rotula "alternativo", "indie", se prostitui para a MTV. Se Billy Corgan fosse um jogador de futebol, ele seria um daqueles beques de fazenda, que beija o escudo, chora quando o time perde, e recusa a proposta daquele time da Europa para continuar jogando na sua cidade.
Tanto faz o rumo do novo Smashing Pumpkins. Se vai pender para o Trip Hop, para a Dark Wave, se vai voltar ao grunge. O que importa é que o Smashing vai continuar tocando o coração dum paspalho como eu que trancado no quarto após um dia de merda sonha em ter uma banda. No mundo automático de hoje, onde tudo é cada vez mais prático e menos empolgante, ali ainda está um rockstar a moda antiga, alheio a poses de moderninho, preocupado apenas com a única tarefa a qual foi incumbido: fazer música, pra gente que não sabe onde seus corpos vão descansar. Talvez na poeira, eu acho.

Escrito por Luiz às 13:57
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Eu ia falar do show do Oasis, mas...

"Em 1997 a cena "alternativa" americana é um negócio fechado. Ela foi codificada, empacotada, e cruzou a lina do pop em toda maneira imaginável. Há 10 anos atrás isso não era o caso. Não se conseguia imaginar os anéis dourados que seriam oferecidos as bandas "underground". Se dar bem significava voar pra Inglaterra, para fazer uma série de shows que, na melhor da hipótese, conseguiriam pagar a passagem de volta. Parece incrível hoje, mas naquele tempo haviam bandas em todo os EUA tocando pra simplesmente entreter suas musas"
(extraído do encarte de Copenhagen, do Galaxie 500)

O que diria Dean Wareham, hoje com o Luna, ao ver o Franz Ferdinand ter um clima de tietagem ao nível de RBD, e o Strokes aparecer na MTV tanto quanto a Christina Aguilera?

Escrito por Luiz às 13:31
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Oh-Oh!

Estamos em março de 2006. Nesse mês faz cerca de um ano que migrei do ICQ para o MSN.
Basicamente, a Microsoft fez no ICQ o que fez com o Netscape, o que fez com o Mac OS, o que fez agora com o Winzip: foi lá, copiou, imbutiu a porra da "feature (como eu traduzo isso pra português?) no Windows e obrigou todo mundo a usá-lo a força.
Com o ICQ, foi mais avassalador, porque os comunicadores instantâneos são povoados por adolescentes em geral, todos sujeitos a modinhas e o escambau. Aí todos foram obrigados a usar o MSN Messenger, alguns, como eu, a força, e até hoje não entendo porque.
O MSN é muito pior que o ICQ. Se o ICQ fosse moda até hoje, não existiria Orkut, porque lá todo mundo tem seu profilezinho, e você pode procurar pessoas por ele, e eu achava o máximo procurar fãs de Radiohead da Armênia. O ICQ permitia você mandar mensagens offline, assim eliminando a necessidade do famigerado scrap, o fato de você poder recomeçar um envio de arquivo do ponto em que parou Sem falar em trocentas outras "features (merda, de novo)" mais legais e divertidas, como a votação pra eliminar nego do chat (que é HORRORES menos lerdo no ICQ) o visual mais legal, e o fato do ICQ ser muito mais leve que a porra do MSN. Ah, e esse negócio que o ICQ demora pra mandar a mensagem e o MSN não é pura LENDA. Quando você manda uma mensagem no MSN, ela aparece na sua tela na hora mas leva um certo tempo (as vezes nem chegando) pra aparecer na tela do outro.O ICQ só é mais honesto. Sem falar que na época do ICQ todo mundo tinha discada, ou seja, é LÓGICO que não só o Messenger como tudo vai ficar mais lerdo
Ainda mais que canalha como a só a Microsoft é, você é obrigado a ter o IE 6 pra usar, o WMP 9 pra aparecer que música você tá ouvindo, eles desativam as versões velhas conforme lançam as novas, incluem "features (essa porra tá me perseguindo)" que só funcionam em versão X, e eu, que lá pra abril já usava Mozilla e queria tirar até o IE 5, sou obrigado a fazer uma porra dum download de 15 mega porque eles resolvem desativar o MSN 6.2 e obrigar eu a usar o MSN 7.0 que deixa a porra do meu pc que já era rápido mais lerdo ainda.
Quer saber? Chega.
Neon Wilderness está de volta. Meu ICQ: 262472004. Não aguento mais de saudade da Alina Igortneva, fã de Blur da Rússia, Daria Kushnir, fã de Muse de Israel,(a quem devo um cd de música brasileira até hoje) a Anita, da Bulgária, o Maurício Porto, de Uruguaiana, a quem ensinei a gostar de Interpol. Será que eles estão lá ainda? Os estrangeiros talvez, afinal o ICQ é relativamente ainda muito usado lá fora, em parte pela fusão com o AIM. Os brasileiros já são mais modistas e paga paus, mas quem ainda estiver em cima do muro pode usar aqueles comunicadores que juntam o Yahoo(por sinal outra idéia legal) com o MSN e o ICQ.
Posso ser o único on lá, mas se FODA.
A Microsoft está fodida. Espera só até eu ter um PC novo e por Linux nele.

Written listening to: Tilly and The Wall (You and I misbehaving, Shake it out) Myslovitz (Peggy Brown), Jesus and Mary Chain (Between Planets) e O-Zone (hahahah, sério, Despre-tine [Scorpo and Gambas remix])

Escrito por Luiz às 17:00
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Carnaval, carnaval, carnaval, eu fico triste, quando chega o carnaval (Luiz Melodia)

Uma semana antes eu lí sobre o fato de 3 carros alegóricos da Mancha Verde terem virado churrasquinho uma semana antes do desfile.
É logico que eu fiquei comovido porque era da Mancha, se fosse da Gaviões foda-se, mas parei e pensei na cara deles.
As "escolas" preparam seu carnaval com quase ano de antecedência. As comunidades faveladas do morro carioca ou paulista se unem e vivem em função daquilo, tudo isso para chegar a uma semana do desfile tudo ir pra bosta no meio das chamas, ou um jurado filho da puta dar 8 pra escola por algum motivo confuso, ou pra perder uns 5 pontos porque o chapéu da Porta Bandeira balançou pro lado errado.
Porque merda o carnaval é tratado feito concurso?
Aliás, qual é a diferença entre uma escola que tira 9,5 e uma que tira 10? E uma que tira 9,9 pra uma que tira 10? Eu consigo perceber a diferença entre uma ginasta que tirou 9 e uma que tirou 8,4 sem saber porra nenhuma de ginástica olímpica, mas simplesmente não me entra qual qualificação uma pessoa precisa pra julgar se a evolução duma escola é melhor que a outra.
Todos os "intelectuais" brasileiros execram o futebol e a copa do mundo porque "fazem mal pro país". O que faz mal é a porcaria do carnaval, que deixou nosso país famoso por putaria, prostituição, drogas e homossexualismo lá fora (aliás, isso não é implicancia, um Peruano me falou isso). A "festa do povo" é nada mais que um campeonato milionário movido a recursos publicos, onde por exemplo, o nosso grande PSDBosta financiou a Leandro de Itaquera para fazer um desfile puxando o saco de uma obra do Picolé de Chuchu Alckmin e do Vampirão da Dengue Serra. E no Rio, o Governo Lula pagou a Mangueira pra puxar o saco sobre sua obra.
Um campeonato que dura 6 horas, e quando acaba, aquele monte de lixo, isopor e outros materiais meio anti ecologicos, aqueles pavões mortos, vão tudo pro lixo e nada é reaproveitado no ano seguinte. NADA. Milhões de dólares do governo que poderiam ser melhor usados em qualquer coisa, inclusive financiando um clube de futebol, o que seria menos imbecil do que gastar em pena de pavão.
Mas enquanto isso, com todo amor e dedicação, num barracão imundo na periferia, jovens e idosos se juntam sonhando com o próximo desfile, alheios a toda roubalheira, toda perversão, todo crime, que se apossou da diversão deles, que era simplesmente fazer um belo desfile e se divertir sem se preocupar se sua escola vai ser rebaixada, perder pontos em Harmonia ou estourar o tempo de desfile.
Isso sim é o Ópio do povo.


Escrito por Luiz às 03:43
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Eu sou brasileiro e fodo tudo sempre

Um belo dia, numa das maiores empresas do mundo, um dos seus funcionários, um turco nerd, teve uma grande idéia.
Essa empresa é famosa por fazer de tudo e por querer concentrar todos campos do saber e da economia sob suas asas.
A idéia dele era nada mais que a reciclagem dos velhos fóruns, tão ou mais velhos que a internet. Além dos foruns, cada pessoa teria sua fichinha cadastral, um profile.
De joelhos ao conversar com o grande chefe, assim Orkut não-sei-o-que falava: "Assim, poderemos mapear os gostos e convicções das pessoas, e torná-las alvos fáceis da publicidade, e começar a interferir nas suas vidas, como querermos".
Um trovão e uma risada sádica iluminaram o escritório do Google. Conseguiria alguém deter o plano malévolo e infalível de dominação mundial do Google?
Eles só não contavam com uma coisa: os brasileiros.
Por algum motivo, um convite foi parar no Brasil.
Brasileiros adoram escangalhar tudo onde pintam. Não demorou muito pro Orkut virar moda no Brasil. As patricinhas com seus profilezinhos fofuxos, os revoltadinhos, os babacas que querem fazer arte no álbum, e o humor non-sense.
Assim, o orkut virou uma especie de sociedade paralela. As pessoas então começaram a fazer os seus profiles fakes, sacanear amigos, etc. O orkut virou tudo, menos uma ficha cadastral dos possíveis fraquejos publicitários das pessoas.
Quando após conseguirem aprender portugues, uma vez que brasileiros são tradicionalmente monoglotas, Orkut e sua equipe foram conferir os profiles, só achavam coisas como "O chaves fuma maconha", "Eu cago tocando violão pra canhoto", "Eu odeio Nirvana", "Eu odeio que odeia Nirvana", "Eu odeio quem odeia quem odeia Nirvana". etc.
Não era possível fazer nada com aquilo. Tirar lucro daquilo. Com tanta besteira, flood e fake, os brasileiros fizeram do Orkut uma puta zona desgraçada e inaproveitável comercialmente.
Assim, com sua futilidade e burrice os brasileiros salvaram o mundo do malvado Google.
Fim.

Escrito por Luiz às 14:32
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Fake Plastic Trees Awards ´06

ESCLARECIMENTO: OS DISCOS DO ARCADE FIRE, THE BRAVERY, E INTERPOL SÃO TODOS DE 2004, NÃO FIGURAM AQUI POR ISSO. A PROPÓSITO, SE TIVESSE OUVIDO ELES INTEIROS ANTES, ARCADE FIRE, THE BRAVERY E INTERPOL SERIAM OS 3 PRIMEIROS DE 2004


1-Billy Corgan - The Future Embrace
Acima de tudo, um disco feito com o coração, por alguém que só não é o maior gênio dos anos 90 porque teve a infelicidade de estourar na mesma época que o Thom Yorke. O Future Embrace é um disco que passa despercebido porque não satisfaz nenhuma modinha, é um disco feito pra quem gosta e pronto. Billy mostra grade genialidade na condução de músicas que mudam completamente com apenas um detalhe, e toda aquela distorção e bateria eletrônica fazem lembrar que os melhores momentos do Adore estão de volta


2-Sigur Ros - Takk
A banda mais criativa da história está de volta. Podia acabar só com isso. Mas a banda mais criativa parou com aquela viadagem de "Hopelandic" e voltou a cantar no seu lindo idioma nativo. Ninguém mais no rock moderno consegue fazer músicas (no plural, não uma só) de 10 minutos terem graça em toda sua duração. Ponto.


3-Mew - And the Glass Handed Kite
Pois é. A nova ordem do rock mundial é escandinava. Assim como a banda acima: Não pode ser comparado com nada, não pode ser descrito, tem que ser visto. Mas vamos tentar: é toda beleza da parte delicada do Smashing Pumpkins coberto com o show de interpretação própria, algo como o que o Arcade Fire faz. O Mew é uma das melhores bandas dos últimos 10 anos.


4-Coldplay - X and Y
Muita gente classifica o Coldplay como novo U2. Talvez nem tanto pelo som, mas por serem as únicas unaminidades hoje no rock. Duas bandas que você pode botar em cima dum caminhão e rodar a cidade que ninguém vai tacar um tomate. O X and Y pode ser o início de uma bela guinada do Coldplay, assim como foi o Ok Computer. O quarto disco promete surpresas, ainda mais que, assim como o Radiohead, eles estão de saco cheio do sucesso.

5-Oasis - Don´t Believe the Truth
Depois de muitas tentativas, a mídia desistiu de apregoar o fim do Oasis a cada album lançado. Este é um disco tão bom quanto qualquer outro do Oasis, ué. Se por um lado o Oasis mudou tanto que parece outra banda (vai ver porque é outra banda), por outro ainda continua rendendo os momentos épicos dignos de Oasis, como Mucky Fingers.

Menções honrosas
Serena Maneesh [Serena Maneesh], Sons and Daughters [The Repulsion Box], Rolling Stones [A Bigger Band], Garbage [Bleed Like Me], The Coral [Invisible Invasion]

Categorias regionais (não participam bandas de caráter mundial, que não mais representam seus países (como U2 e Rolling Stones), bandas com integrantes de vários países sem que um deles obtenha uma certa hegemonia (como Placebo, Garbage, The Kills) e artistas solos (exceção feita a música eletrônica, senão nenhum entrava aqui))

Melhor album escocês:
Ouro= Sons And Daugthers - Repulsion Box
Prata= Bloc Party - Silent Alarm
Bronze= Idlewild - Warnings/Promises
Melhor música:You could have it so much better - Franz Ferdinand

Melhor album do resto do Reino Unido
Ouro= Coldplay - X and Y
Prata= Oasis - Dont Believe The Truth
Bronze= The Coral - Invisible Invasion
Melhor música:Dakota - Stereophonics

Melhor album norte-americano
Ouro= Billy Corgan - Future Embrace
Prata= Audioslave - Out of Exile
Bronze= Death Cab for a Cutie - Plans
Melhor música:Beautiful Side of Somewhere - Wallflowers

Melhor album escandinavo
Ouro= Sigur Ros = Takk (Islandia)
Prata= Mew - And The Glass Handed Kite (Dinamarca)
Bronze= Serena Maneesh - Serena Maneesh (Noruega)
Melhor música:Milano - Sigur Ros

Melhor album do resto do mundo
Ouro= Vive la Fete - Grand Prix (Belgica)
Prata= Rammstein - Rosenrot (Alemanha)
Bronze= Paul Van Dyk - The Politics of Dancing (Alemanha)
Melhor música:Te quiero puta - Rammstein

Melhor Banda nova
Ouro= Serena Maneesh
Prata= Sons and Daugthers
Bronze= White Rose Movement

Best song

1-Dakota - Stereophonics
2-Sky Starts Falling - Doves
3-Krafty - New Order
4-Te quiero puta - Rammstein
5-Milano - Sigur Ros
6-Century of the Wolf - Mew
7-Beautiful Side of Somewhere - Wallflowers
8-She´s gone - JJ72
9-Mucky Fingers - Oasis
10-Dia - Billy Corgan
11-Love is a number - White Rose Movement
12-Doesnt matter anything - Audioslave
13-Tonight Might prove to be your only chance - Moi Caprice
14-Mina Loy (MOH) - Billy Corgan
15-You could have it so much better - Franz Ferdinand
16-Medicine - Sons and Daughters
17-Special - Mew
18-Chorale Lick - Serena Maneesh
19-Run Baby Run - Garbage
20-Talk - Coldplay



Escrito por Luiz às 15:07
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O pessoal aqui comenta por compulsão mesmo, esse post de baixo ficou uma merda.

Eu adoro enxergar em fatos e dias inícios ou fins de ciclos, como se fossem o começo ou o fim de um filme. Pois bem, com o fim de 2005 todos fatos se convergem o ciclo se fecha, pode pregar o caixão e enterrar.
Minha virada de ano foi simples, curta, grossa e eficiente: correndo na chuva e passando trotes (se alguém te mandou tomar no cú entre 0h e 1h do dia 01/01/2006 pode ter sido eu, não importa se você é de outra cidade, passei trote em nego até da Argentina). Foi melhor que chorar na varanda ouvindo Let Down. Hoje posso dizer que sou feliz. Agora que não vou poder mais fazer o que me faz feliz.
De agora em diante vai ser impossível se esquivar da porra de responsabilidade e se recusar a viver a merda do mundo adulto. Se bem que tem nego de mais de 20 anos que faz isso até hoje e admiro essas pessoas por isso (é você, Leonardo, de Curitiba-PR). Nunca mais vou poder subir num palco armado no centro nervoso de Campinas na hora do Rush e cantar "Então é natal" com a sala da escola só por farra. Esse foi só o que eu encontrei pra exemplificar o que me faz feliz.
Ninguém acredita que eu tenho 16 anos. Nem eu. Poderia ter 18, 25, 40, seria a mesma coisa. Ninguém sabe como eu odeio a porra da minha barba. Odeio tanto que arranco fio por fio com a pinça. Meu medo do fim da infância é tanto que temo ser pedófilo e quero morrer antes que acabe virando. E o pior é aguentar aqueles porras (geralmente aquele mesmo tipo de pessoa que aperta a bochecha e fala "Nossa, como cresceu") falando: "Nossa, como ele é novo". É complicado pensar que tenho mais tempo pela frente pra tomar no cú do que você.
Pra mim 2005 ia ser um desastre. Não foi. Foi só uma merda, e o melhor ano da minha vida. Nada foi pra frente. Pegando agora meu caderno da escola (100 folhas, menos as que eu arranquei, pra duas escolas e todas matérias) vejo como não fiz porra nenhuma esse ano. Mas foi o ano em que acordei e comecei a fazer merda. Deixei de ser um gracioso e doce menininho deprimido. Tarde demais, porque quando ví já não podia mais ser menino.
Portanto, não vou falar categoricamente: 2006 vai ser uma merda. Sei lá. Pode ser que o PSDB perca a eleição (pra quem, é secundário). Pode ser que minha banda ocupe o lugar que merece e não precise viver num país governado pelo PSDB. Pode ser que o Brasil seja humilhantemente eliminado da copa, de preferência por Angola, Costa do Marfim ou Paraguai, e aí se volte a dar valor ao coração nessa joça. Pode ser que o Radiohead venha, sei que na hora qualquer coisa boa vai acontecer e a gente lembrará dela, e não das centenas de coisas ruins que certamente vão acontecer.
Perdão amigos, mas 2005 será eternamente o ano do show do Arcade Fire. Se voces tivesse visto iam falar o mesmo. Mas nenhum deles lê essa porra mesmo, Foda-se.
Isso tá cada vez pior. Próximo post: Fake Plastic Trees Awards ´06, agora com categorias e tudo.

Escrito ouvindo: New Order - Turn my way e Vicious Streak
Digitado ouvindo: Pulp - O.U, Blur - Country House, My Bloody Valentine - I can see it (But I can´t feel it) e Yo La Tengo - Sugarcube

PS:

Volcano: (um drink que eu fiz na virada de ano)

Misture num copo (de preferência bem grande)Rum, Tubaína de laranja, Vinho, Cerveja, Batida de Coco, Vinagrete, Aquela água de Carne, tempero de frango, e tudo mais que estiver a disposição num churrasco, menos o álcool da churrasqueira (mas se quiser por, fique a vontade)
Depois dê isso pra alguma anoréxica, porque faz vomitar até as tripas.
Sim, eu tomei isso.

Escrito por Luiz às 02:18
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